quinta-feira, 30 de julho de 2020

AS PIORES MÚSICAS DE 2006

Até poderia ter escolhido as dez piores cançonetas do ano (já que os números são infinitos; e a falta de talento também), mas percebi que não valia a pena falar delas, não merecem uma lista neste absintoso espaço.
No entanto, há umas poucas delas que realmente preciso citar, pois são o supra-sumo do horror barato, ó só:

» Canto dos Malditos na Terra do Nunca - "Olha Minha Cara": Pseudomúsica antipaticíssima, com letra pouco ou nada inspirada, um som sem mais nem menos feito por uma banda que não convence nem quando aposta no básico do básico... do basicão. Já começa mal (para começo de conversa, se o mundo fosse justo, nem teria começado), com um nomezinho cuja aderência passa longe do satisfatório e do insatisfatório (nem engraçado consegue ser, pois se você não consegue ser esperto, seja ao menos engraçado) e arremata num sonzinho que me faz desejar ter nascido surda. Falar mais ofuscaria de vez todo o desencanto dela.

» Devendra Banhart e Cibele - "London, London": Outra lixeba não assumida! Eu seria a primeira a apreciar o som e, especialmente, o estilo hippie-folk-saudosista deste malucão aí, mas não. Deveria também ter a-ma-do essa versãozinha da música caetanesca, sessentista até não poder mais nesta releitura até chiquezinha, mas também não o fiz, nem o farei. Por que, caro lixonauta? Oras, porque essa dupla de incautos (essa Cibele aí é uma cover mal-sucedida de Bebel Gilberto, e atualmente goza de relativo sucesso na gringolândia) parece ter juntado seus superpoderes imaginários para "desomenagear" o mentor do Devendra. Conseguiram.

» Muse - "Super Massive Black Hole": Uma música singular, singularmente apavorante que não podia faltar nesta minha lista piorizada, com o risco de torná-la menos horrorosa. Na verdade, quase o coloquei na minha lista de piores clipes do ano, pois apesar de ter sido dirigido pela sensacional Floria Sigismondi (inacreditável, a mesma da sumidade clipística "The End Of The World", de longe o melhor clipe do Cure; alguns dos mais fantásticos do Marilyn Manson e de taaaaaaantos outros não menos que fabulosos), este não passa de um montinho de esterco que deveria ser atirado o mais depressa na privada mais próxima, e arrematado com uma descarga poderosa. A fotografia é semiboa (tentou imitar, sem conseguir, a mesma do perfeito "Blue Orchid" whitestripiano, que Floria também dirigiu), mas aquém do que ela geralmente costuma aplicar, tem umas falhas na luz aqui e ali, é todo desajeitado, tal qual aquela luz vermelha; sobre a música, nem preciso comentar, não passa de uma imitação grotesca da bailesca "Why Won't You Give Me Your Love?", do Zutons (esse sim merece aplausos, tanto a música quanto o videoclipe), como se tivesse sido (mal) coverizada pelos Scissor Sisters. Pois sim, é o ÚNICO clipe ruim do Muse, o ÚNICO clipe ruim da Floria e o ÚNICO que eu gostaria de não ter visto este ano. Altamente vomitável.

» Já que estou citando os ruinzões... Vi uma coisa grotesca (que infelizmente não é desse ano, senão adentraria esta listinha pioresca) de uma tal menina denominada Lennon, hmft. Bom, já vou logo avisando que não há motivo para alarde, trata-se apenas de mais uma da extensa leva de piranhas que fingem descaradamente ser roqueiras, o que por si só já é ridículo. Mas, o pior vem agora: não obstante, a pobre coitada mezzo Jennifer Love Hewitt, mezzo Avril Lavigne, faz um quase new metal horroroso. Acredite, ela atingiu um grau de “ieks, vou vomitar” tão alto que ultrapassou os new-metaleiros no quesito podre de ruim. O primeiro single foi “Brake Your Car”, e não poderia ser pior, enjoada, horrível, inaudível; a letra é puro clichê, assim como o clipe, conteúdo totalmente inexistente.

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