segunda-feira, 20 de julho de 2020

PLÁGIOS DE VIDEOCLIPES

» "3's & 7's", do Queen of the Stone Age [que tem direção do descoladaço Paul Minor] me deixa confusa. Nem sei o que é melhor neste clipe, se o estilo de filme B ou a música, assustadora de tão fantástica. O único ponto fraco é o 'elenco'. Aquelas modeletes abestalhadas não convencem no papel de garotas más, sem chance. Não fosse isso, o clipe seria perfeitamente perfeito. O melhor de tudo é que remete ao noturníssimo "Attack of the ghost riders", do Ravenettes.
» "Selfish Jean", do Travis, clipe muito bacana com música idem. Plano-sequenciado, mostra um cara vestido com várias camisetas e que vai tirando uma a uma, mostrando assim quase toda a letra da música. Remete ao excelente clipe da excelente "'Goodnight Goodnight", do Hot Hot Heat e ao da chatíssima "D.A.N.C.E.", de um tal Justice (?), que não conheço e não gosto. E todos esses derivam de um só: "Mulher Diaba", clipe ultradescolado do Professor Antena, dirigido por Fábio Mendonça.
» "Fluorescent Adolescent", do Arctic Monkeys, dirigido por Richard Ayoade é quase um "Karma Police" -- ao menos o final. O restante lembra "Another Pearl", de Badly Drawn Boy.
» Panic At The Disco - "But Is Better If You Do": Eta troço ruim! Tentou plagiar o Franz Ferdinand e seu primoroso clipe de "Walk Away" (que rememora o cenas puramente hitchcockianas com primor), tentando, sem êxito, emular o ótimo "De Olhos Bem Fechados", do irrepreensível e imexível Kubrick. O pior é que, além de não chegar nem perto de conseguir, ainda por cima, Shane Drake (cuja mediocridade artística parece estar no mesmo patamar da própria "banda") conseguiu mandar para as cucuias qualquer resquício de bom senso, até porque isso poderia ajudá-lo a fazer um clipe bacana, ah, sim, poderia... E, horror dos horrores, ainda transpôs a nojeira para o nosso mundo insosso, saindo (sem nem mesmo ter entrado) do mundo kubrickiano (misterioso, assustador, estranho) e acabando assim com todas as suas ralas chances de fazer algo que preste a seu simplório propósito. E, pior (ainda mais????), sem querer bancar a puritana, eu desconfio que isso seja só um artifício para colocar em cena uma corja de piranhas seminuas remexendo as ancas na frente de uma pouco inspirada câmera. Isso sem mencionar o mar de meleca que é o escrotíssimo desfecho. Prêmio Framboesa para eles! Até agora fico sem saber que funestice foi aquela, é assustador o quanto são medíocres.
» O clima de pesquisa científica do perfeitíssimo "Little Trouble Girl", parceria do SY com a Kim Deal, remete ao de "Special K", do Placebo. Só que são bem diferentes devido a climão de ação impresso em "Special K".
» "Far cry", novo do Rush, tem a ótima direção de Christopher Mills. Além de talentosos, os músicos continuam chatos como sempre, com a diferença de que agra têm um clipe 'cureoso' como nunca.
» "Heart in a Cage", dos Strokes é muito parecido com o rollingstoniano "Anybody Seen My Baby", tanto no pb quanto na temática (que difere mas, neste caso, parece mais uma semelhança).
» O novo clipe do Udora "Por Que Não Tentar De Novo" é ótimo e caligráfico, me lembrou o clipe de "Anormal" do Pato Fu misturado com o lindíssimo e inesquecível "Rol", do Radar Tantã.
» "Same Mistake", novo do James Blunt e que tem direção forte do ultrafamoso Jonas Akerlund (sim, sim, sim, ele mesmo, Everlasting Gaze, My Favourite Game e por aí vai), é mais um clipezinho que fez escola no jaggerianíssimo "God Gave me Everything";
» O novo do Nine Inch Nails tem várias câmeras de vigilância e um jeitão de "Club foot", do chatola Kasabian [tão chatos e presunçosos quanto os malacafentos do Oasis], Ambos são assustadores, claustrofóbicos, prisionais e soberbos.
» E o Paul McCartney? O primeiro single do novo, "Momy almost full", além de a música ser bem chatinha, se assemelha ao White Stripes também por ser clipe-gêmeo de "Dead lives and the dirt ground", com a diferença que os fantasmas aqui e o ritmo da música é bem felizão.

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