segunda-feira, 20 de julho de 2020
MOSTRE-ME A LUZ!
Aqui, as fotografias mais inusitadas em videoclipe, não exatamente sobre as melhores, muito menos sobre as piores. É uma lista das lixosamente aprovadas.
» Invisibles "29 months": Um dos meus dez clipes independentes favoritos, apesar da iluminação mais lá do que cá. Ela é toda esquisita, não dá pra saber se foi proposital, embora não haja diabo no mundo que possa me convencer do contrário. Na seqüência em que o vocalista está à mesa, seu lado direito permanece escuro como as trevas; já do lado oposto, o que ocorre é... o oposto. Vê-se a luz! Isso sem falar que a luz secundária (aquela que fica atrás dos objetos no intuito de lhes dar profundidade) é praticamente inexistente, o que não o impede de ser ótimo para se ver e rever a todo momento. Rodrigo Rebouças, que dirigiu este 29 Mounths, parece ter pretendido emular Kevin Kerslake (especialmente se o colocarmos lado a lado com o clipe de "Cure Me...Or Kill Me", do ex-Guns Gilby Clarke), o que não lhe tira o crédito, mas faz com ele o mereça, já que este clipe do Invisibles é vinte vezes melhor que o de "Cure me...".
» Por falar em Kerslake... Ele é o mestre supremo das vermelhidões videoclípicas e esta lista não existiria sem ele. Em "Days of the Week" (uma das poucas melecas tragáveis da finada STP) já se podia observar isso, embora não seja este um exemplo dos mais palatáveis, mas seria demais esperar que ele fizesse um "Jaded" por mês! Recentemente Kerslake vem "perdendo" esse tom rubro de ser, o que não poderia ser menos recomendável, mas é verdade. Basta ver o clipe debute de "Bullet Proof Skin", do Institute (projeto pós-morte do semigrunge Bush) para comprovar isso. Sua marca registrada não era apenas o tom carmesim de seus clipes, mas especialmente as performances mais-que-excelentes que ele sempre fez questão de inserir em seus vídeos. E disso, eu acho que ele jamais irá se desvencilhar.
» "Be Strong Now", do James Iha: Outra, e outra vez, contada de forma primorosa e encantadora, tal qual a canção. Posso começar falando sobre a fabulosa forma e atenção que foi dada à luz aqui, pois ela é a estrela desse clipe. É ela que incita a imaginação do espectador e do protagonista; é ela que incide sobre os objetos de cena, muito bem escolhidos aqui; é a luz que destaca a melhor seqüência, aquela em que a vizinha do James-protagonista está a recolher as roupas do varal, numa lindíssima junção do dia com a noite, como se fossem uma só coisa, não dois fenômenos separados e ainda aludindo a um dos célebres trechos de "Lolita" do meu favoritíssimo Nabokov. Enfim, é a luz que dá o tom a esse clipe que, com certeza, não seria nem metade do que é não fosse tão bem planejado e editado, tal como se tivesse sido "narrado" por Humbert Humbert.
» "Star Sign", do Teenage Fanclub: Temos estonteantes imagens aqui, a luz é a grande estrela. Nada de mais no cenário, nem no figurino (sempre parecendo que os caras da banda estão vestidos casualmente), mas em todo o restante. Raras foram as vezes em que pude vislumbrar algo aparentemente nada-a-vê, mas que cujo sentido é tão profundo quanto as águas mais profundas do oceano mais profundo.
» "My Star", do Ian Brown: Fosse tão ruim quanto a música, este não mereceria constar neste respeitável hall das fotografias mais lindesquisitóides. Claro que não é, até porque remete a outro clipe que nada tem de mais e que consegue ser superior em matéria de belos retratos. Qual? Qual? Qual? "A Song for the Lovers" primeiro clipe do queridíssimo Ashcroft. Ah, mas não é plágio...
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