quinta-feira, 30 de julho de 2020

O QUE FOI... E O QUE VOLTOU

O QUE FOI...
E deixou os sniffs
_VHS: Pois sim, por mais que eu tenha tentado negar o fato (com um inutilíssimo texto nesse blog), a verdade é que após amargar os últimos anos no ostracismo, desvanecendo-se aos poucos de uma doença curável, mas cujo tratamento lhe foi negado, o VHS foi pro saco. Mas não foi a doença do esquecimento que o matou, lixonautas, tampouco ele morreu de velhice, pois era jovem ainda, mas no arremate de uma conspiração sem fundamento que ameaçou de falência seus fabricantes, ele foi assassinado. Homicídio culposo, pela gangue de um criminoso perigosíssimo popularmente conhecido como DVD, com uma ajudinha da cruel e sanguinária indústria do consumismo. Só nos resta agora torcer para que a facção do HD-DVD e de seu comparsa, o Blu-Ray se encarreguem de fazer-lhe justiça, que só virá com uma vingança calcada na guerra por uma definição de imagem pseudoperfeita. Muitos sniffs aqui.
_Programa Kid Vinil: sua última edição foi ao ar no final de janeiro deste nojosíssimo 2006, e tudo degringolou. A Brasil 2000 já demonstrava sinais de que estava voltando para o limbo comercial-dialesco. Só me restou o último playlist...
_Grandaddy: Uma das bandas mais maravilhosas da galáxia decretou seu fim este ano, embora tenha o feito pouco antes de lançar seu novo e delicioso álbum, "Just Like the Family Cat", embora o vocalista tenha dito que continuará a trabalhar com música e embora este ano tenha saído o EP "Excerts From The Diary Of Todd Zilla", com sete faixas inéditas, é como se não tivesse terminado.
_Drugstore: Buuuuuuuuuuáááááá...
_C.B.G.B.: Encerrou-se um ciclo de 33 anos da casa do punk, com show emocionado e emocionante da rainha absoluta da geração da desgraceira, Patti Smith. De qualquer forma, como ela mesma disse, ainda resta o futuro.

...O QUE VOLTOU
E trouxe os uebas!
_Alto-Falante: Terminei 2005 pensando que o único programa decente sobre música de verdade na tevê aberta tinha alcançado seu não-anunciado fim, mas após um longuíssimo e horrorento verão, ele voltou, dia 13 de fevereiro passado. Ufa! Estava apenas tirando férias... Se bem que, novo horário (terrível, preferia quando era de madrugada) e só meia horinha de duração (menos até!) não são lá muita coisa, mereciam muuuuuuito mais tempo no ar.
_Jarvis Cocker: Sim, a coqueluche do britpop (que, para mim, jamais desvanecerá) retornou com seu primeiro disquinho solo e auto-intitulado, com letras politizadas e, conseqüentemente, pessimistas. Ah, claro, excelentes melodias. Só não me pergunte como foi que ele não entrou na minha lista de melhores discos.
_E quem voltou da volta do ano passado? Quem, quem, quem???? O fantástico New Order!!! Um aninho depois do mais recente disco, o não muito inspirado "Waiting for the Sirens Call", voltaram para shows por cá, com direito até a set baladístico do incrível Hook.
_David Byrne: Só não digo que ele enlouqueceu de vez porque com o Byrne é sempre assim, quanto mais inusitado, melhor. Não é que há pouco soube que o maluco aí gravou "Asa Branca", classicaço do semi-árido, com uma tal banda com um nome e uma proposta ainda mais inusitados, o Forró in the Dark???! Interessante o treco, mas não musicalmente, por isso é que sinto falta do tempo em que as esquisitices sonoras transitavam apenas pelo fantástico mundo dos Talking Heads.

» Esta aqui seria na categoria "o que não foi, nem voltou, mas surgiu": Princess Ai: Mangá co-escrito pela esbrondolada Courtney Love em parceria com DJ Milky. É mais como uma autobiografia cartunizada narrando as aventuras popescas da tal princesa gótica do título na fictícia Ailândia, onde se inclui, claro, um milhão de referências ao Kurt e ao Nirvana. Quadrinho estiloso desenhado pelo talentosérrimo Misaho Kujiradov, muito bonito visualmente, mas nada muito original, até porque é dificílimo ser realmente original num mundo já tão inventivo quanto o dos mangás. Vale mesmo pela novidade e pelo design bem cuidado.

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