quarta-feira, 22 de julho de 2020

ESSAS BANDAS MARAVILHOSAS E SUAS MÚSICAS INSUPORTÁVEIS

Sim, sim, sim, ao contrário do que muitos pensam, musiquetas pedantes e inimaginavelmente chatolas não são feitas apenas por bandas ruins e/ ou totalmente desinspiradas, não. Muitas das grandes cagadas musicalísticas são parte da obra de grandes bandas, algumas delas, minhas prediletíssimas. Vamos a elas.
"Ob-La-Di Ob-La-Dá" dos Beatles, que inspirou esta lista-crônica, não podia faltar. Até porque se faltasse não haveria lista alguma... Bom, que essa música é um saco, imagino que todos concordam, até porque à época em que fiz essa lista, "Ob-la-di..." entrou em outra lista de músicas pedantes. Agora o lixonauta vai pensar que eu copiei... Seja como for, é um saco, assim como "Sargent Peppers Lonely Heart Club Band" (sei que ninguém concorda, mas eu detesto essa música quase tanto quanto a meu antiirmão).
Bom, se os Beatles, que são os Beatles, têm músicas ruins, imagina então o Led Zeppelin. Pois sim, referência máxima para uma porrada de bandas bacanudas e tal, mas não consigo gostar de VÁRIAS das músicas deles. Se eu começasse a citar uma a uma, colocaria praticamente todas aqui, o que seria bem chato de ler... Para ficar só em um exemplo, cito o esporro máximo do HM, o hino oficial do Led, a maior obra-prima da desgraceira: "Whole Lotta Love". Pronto, agora já posso morrer.
E a lista de chatices auditivas segue com... humm... "Segue", da Björk, que nem ao menos se digna a ser uma canção, mas um horroroso emaranhado de vozes e gritos que eu não ouviria nem que me pagassem. Aliás, essa detestável faixa gritada encontra-se no "Vessel", onde se repete oito vezes, apenas com umas imperceptíveis modificações nos "arranjos"! Argh, não tem quem agüente! Se ao menos fosse uma música, seria perdoável que a reprisassem com tamanho gosto, mas au...
Até mesmo o Cure tem uma coisinha chatérrima (porém de grande valor "mercadológico", por pior que isso pareça) e que todos conhecem e gostam chamada "If Only Tonight We Could Sleep". Amo The Cure mais do que quase qualquer coisa nesta vida; é minha segunda banda predileta; morreria pelo Robert se fosse preciso; gosto taaaaaanto e tão doentiamente de TODAS as esplêndidas canções curianas que jamais consegui passar mais de 32 horas sem ouvi-las, mesmo as mais clichezentas, como a lindoca "Inbetween Days" ou "Love Cats"; mas tenho que admitir: odeio essa praga infinitóide que é "If Only Tonight We Could Sleep". Odeio tanto que jamais em toda a minha existência consegui ouvi-la do inicio ao fim. E não me sinto culpada. E prontos!
Como se essa revelação não fosse bombástica o bastante, há ainda outras: "Angie", dos Stones. Preciso mesmo dizer por que? Imaginava que não, mas... Bom, a verdade é que esta cançãozinha insossa e que se mete a lindoca nada tem de nada. E nem ao menos merece uma comenta que se preze.
Outra que é broxante é a horrorenta "Beverly Hills", do Weezer. Taí outra banda que figura entre as dez mais giselísticas, mas que não poderia ficar de fora desta lista. Cá para nós, como foi que o genialíssimo Rivers, que deu à luz coisas infinitamente fabulosas como "Undone (The Sweater Song)", "Say It Ain't So" ou "Why Bother", "Across the Sea" e tantas outras, foi capaz de uma atrocidade dessas? Sei lá eu, o que sei é que não fosse por esse "Make Believe" nojento que eles lançaram esse ano, não teriam figurado esta listica.
Ainda na categoria das canções toscas e achincalhadas, destaco "Golden Retriever". O Super Furry Animals nasceu bacana, continua bacana e vai terminar bacana (o ideal será se não terminar), mas a verdade é que fucei, fucei e achei, no mesmo disco da indecentemente pulcra "Venus & Serena" e da fofíssima "Hello Sunshine", essa coisinha pavorosa que é "Golden Retriever". É outra que nunca consegui ouvir por completo sem me chatear.
Na mesma situação encontra-se "Você não Sabe o que Perdeu". Amo de paixão a sensacionalóide Cachorro Grande, ou melhor, amava até esse "Pista Livre" aí. Todas as faixas desse disco são insossas e, por mais que eu tenha tentado, não me agradaram, mas ao menos não tinham guiado meu dedo para o st¦p. Nem parece a mesma banda que outrora, dada a grande inspiração e talento de que usufruem, fizeram músicas ótimas como "Lunático", "Debaixo do Chapéu" ou "Sexperienced". Mas ainda ponho fé neles.
O mesmo ocorre com os totalmente excelentes Talking Heads. Apesar de não considerar a discografia da banda uma maravilha, tem lá suas qualidades (mais até do que defeitos), o que me deixou um tanto chateada quando me chegou aos ouvidos pela primeira vez a malacafenta "Slippery People". Eta trocinho chato! Nem seria de todo mal não fosse aquele coral agonizante daquelas mulheres que jamais deveriam ter saído da banda da igreja (não importa qual igreja), até que seria bem bacana a música. Mas, não foi o que aconteceu. O início é tão interessante quanto o de qualquer outra faixa talkiana, mas logo decai para a chatura total. E o pior é que é grudenta acima de tudo! Aquele "it's alright" azucrinante entra na minha cabeça e não sai nem que eu bata nela. Bela porcaria!
E o que dizer de "Step On"? Não, apesar de hiperinfluente, o Happy Mondays jamais chegou a figurar entre as minhas bandas prediletas, mas o que pesou mesmo na minha decisão de deixar a banda de canto foi essa musiquinha nojosa. Haja saco para aturar isso. Mesmo pulando aquele início inclassificável de tão grotesco, ainda assim não dá para levar esse treco até o fim. Não é à toa que essa tá no primeiríssimo lugar da minha lista de músicas que eu gostaria de jamais ter ouvido.*
Outra banda que amo de paixão, os Smiths, também não poderia ficar de fora. Bem, poderia e deveria, mas infelizmente não rolou. O que rolou foi a insuportável "Rusholme Ruffians". Ela tem um ar meio caipira que muito me desagrada... Aliás, todo o álbum "Meat is Murder" é assim-assim, o único dos Smiths que não curto. Até porque é nele que tem também outra de meus desafetos smithianos, um clássico do pedantismo sonoro (ah, cê sabe qual é) "How Soon is Now".
Outra que é meio ensertanejada é "All The Tired Horses", do especialíssimo Bob Dylan. Adoro o cara, considero "Sad Eyed Lady of the Lowlands" a mais linda do universo dentre todas as linduras (ah, o "Blonde on Blonde"...), mas ele bem que tem umas coisas bem, hmm... E desta vez nem se pode pôr a culpa naquela gaitinha infernal que mais atrapalha do que ajuda e que sempre esteve presente na discografia do Dylan, porque esta faixa é totalmente desprovida deste.. hmm, instrumento. Mas tem coisa bem pior: três minutos ouvindo um coral mala repetindo a mesma frase-título é mais do que um convite a uma festa no hospício, é quase um convite ao suicídio. Mas fazer o que? O cara ainda é o maior.
Suponho que seja supérfluo comentar "Are We The Waiting" do Green Day, porque minhas (des)considerações sobre ela podem ser encontradas nos Green's Txts em algum canto obscuro deste blog ainda mais obscuro.
Já o Joy Division... bom, apesar de gostar bastante deles (afinal, trata-se da primeira versão do sempre fantástico New Order) tenho que incluir aqui a insossa "Colony". Não chega a ser insuportável, apenas não facilmente suportável, mas ainda assim continuo a considerar sua audição um castigo que realmente não mereço.
Das músicas horríveis do Black Sabbath (que, fazer o quê, inspirou os Pumpkins) eu nem vou comentar, porque eu faria bem pior do que fiz com o Led, sei que sim. Já da lista dos invictos, destaco... (suspense de um terço de linha) os Smashing Pumpkins, claro. Sim, não é à toa que os abóboras são tão amados por esta que voz escreve, pois mesmo após ter procurado incessantemente por alguma musiquinha meio chatinha que fosse, não encontrei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Resumo do Livro: "Os Segredos da Mente Milionária", de T. Harv Eker. Editora Sextante.

"Tudo o que alguém classificar como obstáculo, reclassifique como oportunidade." Harv Eker 1,2 milhão de exemplares vendidos. E ta...