quinta-feira, 30 de julho de 2020

OS DEZ PIORES CLIPES DE 2006

1° Yeah Yeah Yeahs - Cheated Hearts - Dir.: Marshmellow (S/A?): Não é só o álbum "Show Your Bones" que é horrendo, mas também os clipes que o ilustram. Se o sem-gracês "Turn Into" quase foi salvo pela purpurina, esse aqui não teve nem mesmo uns gramas de base para unhas fracas que o salvassem. "Puta clipe horroroso!" foi a primeira coisa que regurgitei ao presenciar tal nojeira; a segunda foi: "Por que não desistem?" Sim, o YYY era tragável quando só tinha um disco lançado, mas depois desse segundo, provou sua mediocridade tanto sonora (apesar de ser bem melhor produzido que o primeiro, não chega nem aos pés deste), quanto visual.
2° System of a Down "Lonely Day" Dir.: Josh & Xander: Tudo bem que todo clipe deles é uma lixebinha, mas esse "ganha" longe. Nem me lembro bem do que tem no meio dessa gosma toda, só me lembro que logo aos primeiros segundos de assistição, tive um surto e deixei o recinto aos berros. Creio que naquele momento, meus inimigos perceberam que haviam encontrado sua mais eficiente arma de tortura contra mim.
3° Bravery "Unconditional"- Tyler Oliver: No longínquo 2005, o Bravery surgiu com o estiloso clipessingle "An Honest Mistake" (comandado pelo sempre excelente Palmieri, que no mesmo ano dirigiu o polemicíssimo "Juice Box", dos Strokes), que se mostrou uma base solidíssima para apresentar seu poderoso electro-rock. Pois bem, o segundo single bem que poderia não ser lá essas coisas (mas é), portanto, era de se esperar que o clipe seguisse a mesma linha, certo? ERRADO!!!!!! Nada mais tosco do que um clipe onde um bando de parvonáceos ficam pulando e surgindo-desaparecendo-surgindo no quadro. Isso só dá certo quando não se usa parvonáceos (exemplo de onde isso deu certo: "Lyric", do Zwan), entendeu? O resultado fica meia-boca quando os figurantes são mal escolhidos (não, não vou enumerar os pré-requisitos, só se o lixonauta insistir), e é esse o caso de "Unconditional". Mas não me sinto no direito de reclamar, pois em "Fearless", dirigido pela Diane Martel (do divertido "Do You Want To", do Franz Ferdinand; e do mais-lá-do-que-cá "She Moves In Her Own Way", do Kooks), eles quase superaram seu primeiro rebento, com fantásticas imagens da destemida banda em superperformance marítima, transbordantes de adrenalina.
4° Hard-Fi "Hard Beat": Além da musiqueta insossa e sem-tudo, ainda por cima conta com um clipe pavorosamente chocrível para puxar o Hard-Fi ainda mais para baixo. Claaaaro que nada disso influencia no enorme e injustificado hype em torno. Tfu, esse "Hard Beat" consegue a façanha de ser ainda pior que o gosmentoso "Cash Machine".
5° Scissor Sisters "I Don't Feel Like Dancin'": Chega até a doer... Ainda mais pelo fato de que todo mundo elogiou essa porcaria! Não consigo conceber nada mais assustador, nem mesmo meu cabelo, ao acordar.
6° Forgotten Boys - Cinco Mentiras Dir.: Thomas Edward Hale: Realmente, estou triste com o que aconteceu. A-do-ra-va esta banda, mas além de decair nas letras e até mesmo no som, ainda por cima erraram a mão até no quesito videoclipe. Nem vou começar a citar todas as erradices que cometeram, não apenas por respeito a seu "passado" glorioso (vide ou revide o clipaço estático da delirante "Cumm On" para entender), mas tambem porque estou com preguiça.
7° Outkast "Morris Brown" dir.: Brian Barber: Que decepção! Eu sou do tempo em que o Outkast era uma das 300 bandas mais bacanas que existiam... Sim, acredite, esse tempo existiu, e se foi pra sempre. E se o clipe já não presta, a música então, nem se fala, não passa de um belo dum vomitório bem dos eficientes, o mesmo lixo que eles começaram a fazer já no hiper-hypado e escroto disco anterior! Assista a esse clipe depois de tomar dez litros de cachaça com ópio e se deleitará, até porque o único jeito de apreciá-lo é não o vendo, nem o ouvindo.
8° Subways "Oh Yeah" Dir.: Barnaby Roper: Além de ter que aturar aquela baixistinha metida a Joan Jett (não sei se é uma sorte ou muito azar ela quase conseguir realizar seu intento), ainda tem aquela piranhas patinando sem rumo o clipe inteirinho... Que ideiazinha mais insossa!
9° Jamie Cullum "Mind Trick" Dir: Kevin Godley: Eu sei que o cara é bom, que esta musiqueta nem é tão ruim por ser tão pop (sério, até alimento certa gostança por ela) e que eu não deveria maldizer este clipe porque ele transmite certa energia, mas a verdade é que aquela gentarada desgraçada é difícil de aturar. Pensando bem (e escrevendo mal...), isso não é nenhuma novidade, pois em praticamente todos os clipes do Godley observa-se o mesmo fenômeno engentaioso e dois exemplos simples que comprovam minha teoria são estes: o assombrosamente ensolarado "Girls and Boys" do Blur e o fofíssimo "A Man Needs to be Told" do fantástico Charlatans.
10° Primal Scream - Country Girl - Diretor: Jonas Akerlund: O pior clipe que o sempre ótimo Akerlund já dirigiu. Não, nunca pensei que "viveria" até o maldito dia em que tal tragédia aconteceria. Se eu tivesse escolha, me mataria antes de falar mal de um clipe do Akerlund, ou do Primal. Pô, isso dói pra burro! O cara dirigiu o powergreen "Everlasting gaze", o ultrapungente "Try Try Try", o impressionante "My Favourite Game", e esses exemplos são apenas pra ficar nos melhores dos melhores. Ele até cometeu a proeza de fazer um clipe bacana da Jennifer Lopez! Custei muito a acreditar que o amor estivesse assim tão próximo do ódio, mas agora sou forçada a fazê-lo. E saiba que isso aqui é só um cisco!
» Inexplicavelmente não sobrou espaço para o horrorentésimosérrimo "Control Myself" do LL Cool J (au!), mas tudo bem, pois o comentário seria apenas "Ai, ai...". O mesmo, infelizmente, pode ser dito sobre o abobalhado "The Joker and the Thief", do ultraterrível Wolfmother.
» Kevin Godley já comprovou que é um diretor mais que competente, portanto, não pense que o depredei/ depredarei aqui apenas por sua visível antropofilia. Repare que ele está muito presente nas minhas listas (especialmente na de melhores), apesar deste mero detalhe.
» Devo citar os ruinzões de verdade ou assim já tá bom? O clipe de uma tal banda Darvin, "É tão Raro", mistura tudo o que de pior pode haver num videoclipe: festinha animadaça com teens porcalhões, galinhas de calcinha preta, salgadinhos no chão e o pior: uma musiqueta que roubou a originalidade que lhe falta de alguma banda cover de CPM22. Pior ainda: o maldito sotaque carioca! Difícil de agüentar, carregadíssimo no "x"... Bem, o final poderia salvar o clipe (pianos sempre salvam), se ele tivesse salvação.

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