» Breeders "Divine Hammer" - Spike Jonze e Kim Deal: Aqui temos uma rara parceria da vocalista dos Breeders com o príncipe do videoclipe. Poder-se-ia, sem dúvida, pensar que daí não sairia nada que não fosse brilhante, sensacional, reluzente, maravilhoso, enfim, nada menos que um clipe perfeito. Mas nããooo.
O que a música tem de bacana, o clipe tem de nojoso. Em todos os takes vemos apenas... Kim Deal. Não precisava mais do que isso para fazer um clipezinho ainda pior que o grotesquento "Cannonball", mas eles foram mais a fundo em sua efêmera debilidade artística. Muuuuuuuuito mais. Incluíram cenários nada-vê, uma casa debilmente decorada; uma luz bem tosca, que é para combinar com todo o resto, desleixo total. Eu sei que o clipe foi idealizado para ter esse jeito meio desmazelado, mas aí já e demais.
Veja por exemplo o clipe de "First Party", do Superchunck. Tem o tal do caráter riponga de ser, mas em nenhum momento é um clipe horroroso, nem mesmo quando aparece na tela aquele bando de parvonáceos - e isso é quase o tempo todo.
De qualquer forma, é perfeitamente assistível, e a música, ótima, ajuda bastante. Mas aqui não. Em "Divine Hammer", o que temos é Deal com suas macaquices na frente de uma câmera pouquíssimo inspirada, esperançosa de que a canção lhe dê o empurrão que faltava e que continua faltando.
em suma, num dá, num dá!
» Primal Scream "Country Girl" - Jonas Ackerlund: Êta, troço ruim! Duro foi acreditar que meus olhinhos não estavam me enganando. O Ackerlund dirigiu essa podreira?????? O Primal Scream compôs essa podreira (a música)?????????? O mundo tá mesmo perdido.
» Living Things "Bomb Below" - Floria Sigismundi: Nesse clipe a banda mais afetada de todo este planeta nojoso parece ainda mais afetada, tal qual uma versão piorada do Darkness ?pior, sem a mesma "graça" deles. Não vou comentar sobre a música, porque seria fácil demais depredá-la, e deixo esta missão aos que podem fazê-lo com mais estilo que eu. O que quero enfatizar aqui é justamente a falta de inspiração que parece ter atacado uma das dez melhores cineastas cliposas que já surgiram. Aqui ela tentou, em vão, imitar o estilo coloridão do ótimo "Don't Stop", dos Rolling Stones, mas descambou para um flower power nada original, cheio de colagens bestas e sem sentido, que nada diz, nada faz, nada provoca, nada de nada...
» R.E.M. "Man on the Moon" - Tim Pope: Este clipe é tão pouco atraente que nos faz esquecer no ato que Pope é o responsável pelo segundo melhor clipe do REM (e olha que eles têm a clipografia mais respeitável de todos os tempos), o deleitável "Bad Day", entre taaaaaaaaantos outros, como o simples e bonito "Thin Line Between Love and Hate", dos Pretenders ou o maluquésimo "Slash Dot Dash", do inventivo Fatboy Slim. Tudo bem que seu passado não é assim tão glorioso (veja só os clipes do Cure dos anos 80 para concordar com esta afirmação), e que mais tarde ele viria a deslizar um pouco (por exemplo, ao dirigir o horrorosérrimo "Everyday I Love You Less and Less", do chato Kaiser Chiefs), mas fora isso... Bem, esse "Man on the Moon" não seria de todo ruim não fosse aquele bando de patetas dublando a linda voz do Stipe. Não, não e não, isso é inaceitável! E pior: fazendo TODAS as caretas e trejeitos irrrrrrrrrrrrrrrritantes até do que os que essas cantorazinhas de baile de formatura costumam fazer. Ai, que saco!
» Keith Richards "Wicked as it Seens" - Mark Romanek: Romanek sempre viveu em paz, dividindo seu posto com seu xará, o também excelente Mark Kohr, no quesito "Melhores PB", até que, num horrível dia, ele deslizou feio. Ao observar sua clipografia, a conclusão a que se chega é a de que ele jamais se deu bem se enveredando pelos vales em preto e branco, especialmente depois dos eletrizantes "Closer", do NIN e "Jump, They Say", do Bowie, ou dos lindaços "Hurt", clipe derradeiro do Johnny Cash ou "Sleepwalker", dos Wallflowers a até mesmo "Speed of Sound", dos malas do Coldplay, todos coloridos.
Aliás, que colorido! Se ele não se sai tão bem quanto deveria em P&B, ao menos pode ser considerado o mestre supremo da tv em cores. Mas, o que concluir desse "Wicked as it Seens", hein hein hein? Ora, que Keith jamais terá um clipe que não seja um pé-no-saco. Apesar de ter sido feito num exemplar P&B (sua única qualidade), não se trata de um bom clipe, pois tem tantos e tão supérfluos cortes que chegam a agredir a visão do pobre espectador.
Para completar a desgraceira, ainda temos umas meras modeletes cover das de Garcia-Alix (não, isso não é nada bom) e um Keith Richards de todo retraído, como sempre, mas que não seria de todo mal se ele estivesse fazendo alguma palhaçadinha... Enfim, é um clipe que não necessita que se fale mais sobre.
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