quinta-feira, 30 de julho de 2020

BOAS FAIXAS ÚNICAS DE DISCOS DESPREZÍVEIS

Quem nunca adquiriu um disco assim, que só tem uma música que preste em meio a um monte de melecas? Pois então...

» "Don't Need a Gun" - É a única que se salva do disco de lados B (que merecem c) "Songs From The Other Side", do Charlatans. A propósito, êta cançãozinha magnífica!

 »"Find Another Girl" - Excelentosa faixa 8 do horrorosérrimo "Veni Vidi Vicious", do Hives. Claro que se poderia considerar a pancadona "Hate to say I told you so" ou mesmo a assim-assim "Main Offender", os hits proclamados, mas não o farei. Prefiro, ao invés disso, dar continuidade a minha acintosa listinha.

» "Jealous Guy" - Refiro-me ao belíssimo cover que o Collective Soul fez para o disco-tributo ao John Lennon, intitulado "A Working Class Hero". Dentre tantas coisinhas sem sal nem açúcar (vide, ou ouvide, as sem-gracês "I Found Out", dos malosos Red Hot Chili Peppers, "I Don't Wanna be A Soldier", recriada pelo Mad Season ou "Steel And Glass" com o Candlebox para ilustrar minha explicaçãozinha), esta belezura se sobressai sem grandes ostentações.

» "Caterpillar" é a única que presta no "The Top", do Cure. Aliás, esse álbum é o meu curístico menos predileto, e seu único feito nesta vidinha palhacenta foi preceder o extraordinaríssimo "The Head on the Door". E tá dito!

» "Musastiginn", do horroroso "Litliarabadrengurinn", insuportável disco björkesco de quando ela era criança. Pois então, essa música só se salva porque é a única faixa instrumental desse disco.

» "Rebel Rebel", do Bowie. O que dizer da minha terceira faixa bowística favorita? Realmente, ela carrega esse mediano "Diamond Dogs" nas costas e com os olhos vendados, no que se sai muito bem.

» "Fourth of July", do "Copenhagen", disquinho chato ao vivo do Galaxie 500. Aliás, o disco ao vivo mais mala que já ouvi. Tem só nove faixas, e isso é mais do que suficiente, já que elas não terminam nuuuuunca, se arrastam tal qual Gigi na penumbra augística de um isolamento desenfreado. Zzzzz...

» "Give me Novocain" - Se ainda não tomou vergonha nesta cara e não leu as resenhas desavergonhadas sobre o "American Idiot" que há muito postei neste blog, sugiro que faça isso já, seu lixonauta safado. Mas, se não o fizer, não entenderá o porquê desta "Give me Novocain" (que curiosamente não se tornou um dos CINCO hitclips desse disco) ser a única faixa que se preze ali.

» "Krafty" - Não, não, não e não! Eu realmente não esperava um álbum fraco, muito menos medíocre de uma bandaça do porte newordesco. Este "Waiting for the Sirens Call" quase me impulsionou a escrever uma imitação resenhosa sobre ele à época de seu lançamento, mas me controlei a tempo, pois não me senti no direito de malquerer um álbum que contém uma pérola tão incrível quanto essa "Kratfy".

» "Once in a Lifetime" - Sim, não poderia deixar de fora o malacafento "Remain in Light". Sim, Talking Heads, prediletíssimos da casa, claro. Sim, ou o lixonauta acha que aquele rio de chatura que abre o disco, "Born Under Punches" tem algo além de ritmo? E, sim, vou parar de dizer sim. O "Remain" não chega a ser um disco inválido, mas na real, não seria nada mal se fosse mais parecido, por exemplo, com o "77" (não sei mesmo por que diabos jamais escrevi sobre o debute talkingheadiano... Discaço!) que é indefectível, maravilhoso, e sempre que o ouço, levanta meu astral de tal forma que é impossível não sair pulando pelo quarto, de tão sensacionalésimamente adoráveis que são essas músicas. Muitos consideram um aspecto negativo que um disco se pareça com outro, mas eu não, por isso não retirarei a afirmação gislesca acima. No caso do "77", cada faixa parece ter saído de um liquidificador musical balançante (exatamente o que os Talking Heads eram), que nos faz sentir como se estivéssemos naquela montanha russa amalucada do eletrizante clipe dos Chili Peppers*, "Love Rollercoaster". Diliça pura! Esse debut talkingheadiano é um disco inesquecível, não só pela irresistível atmosfera que só os TH sabiam criar como também por ser capaz de reavivar uma época tão prazerosa e musicalmente evolutiva que não tive a chance de conhecer. Nem preciso comentar do jeito peculiaríssimo de cantar do Byrne. não tem ninguém no mundo que consiga imitá-lo com o devido respeito que ele merece. Ah, tem sim: o exímio vocalista do retumbante Hot Hot Heat! Ele sim, mistura Byrne com Smith com muita desenvoltura, que beleza! Aliás, outra banda que quase chegava lá, no Fantástico Mundo de Byrne, era o Dandy Warhols, claro, não esqueci deles não. Ih, me empolguei com o 77 e a lista terminou... 

* Os Chili Peppers são um caso à parte. Tinham músicas bem chatinhas, mas clipes geniais. Citei esse que tem a jocosa participação dos reis da bobageira Beavis and Butthead, por ser inegavelmente o MELHOR de todos. e a música é até audível, talvez por ser tão animada, mas não passa disso. o mesmo não pode ser dito sobre "Californication". um clipe tão incrível, com uma "animação" tão característica, dirigido pela duplíssima Dayton-Faris, a mesma dupla genialesca que dirigiu o também genial "She's Got Issues", do Offspring, o premiadérrrrrrrrrrrimo "Freak on a Leash", o melhor clipe do Korn e o apaixonante "Tonight Tonight", dos meus queridíssimos Pumpkins, entre tantos outros clipaços.

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